O Encontro com o hétero negro

O EncontroEra por volta das dez da manhã quando saí da faculdade. O sol batia forte, iluminando a rua quase vazia. Foi então que o vi parado próximo à esquina: um cara negro, imponente, corpo firme e olhar marrento, como quem sabe exatamente a força da presença que tem.O jeito dele me prendeu de imediato. A forma como apoiava o ombro no carro, a expressão séria, os olhos que pareciam atravessar os meus sem pedir licença. Havia algo de desafiador naquele homem – e isso só me atraía mais.Num impulso, caminhei até ele. Troquei algumas palavras rápidas, quase banais, mas o silêncio entre as frases carregava mais do que qualquer conversa. O ar parecia mais denso, cheio de uma energia que nos puxava um para o outro.Acenei para o carro estacionado um pouco mais à frente. Ele entendeu sem esforço. Entramos. Dentro do veículo, o mundo lá fora se tornou apenas um cenário distante. O cheiro dele, forte e quente, invadiu o espaço estreito, misturado ao leve aroma de suor da manhã.O clima ficou pesado, carregado de um desejo silencioso. Cada olhar, cada respiração, parecia um convite sem palavras. O tempo desacelerou. Ali, entre a pressa do cotidiano e a ousadia do momento, nasceu um instante que queimava mais que o sol daquela manhã.


This content is exclusive to Subscribers! To access click:

If you are not a subscriber yet, subscribe now and get UNLIMITED ACCESS! Plans from R$ 29.99