O Entregador e o Escorpião PARTE 1
A campainha tocou. Quando abri a porta, o entregador estava ali — jovem, másculo, olhar firme, corpo forte dentro da camiseta colada. O suor da rua brilhava em sua pele bronzeada, e quando ajeitou a bermuda, vi algo que me deixou sem fôlego: uma tatuagem de escorpião, bem na virilha, a ponta quase desaparecendo por dentro do tecido. Foi impossível não imaginar até onde ela chegava.Ele sorriu de canto, com aquele ar malicioso de quem sabe o efeito que causa. Me entregou a pizza, mas deixou a mão mais tempo segurando a minha, como se testasse minha reação. O silêncio se tornou pesado, cheio de tensão, até que ele disse em voz baixa, rouca:— Posso entrar?Não precisei responder. Logo estávamos dentro, um de frente para o outro, respirando o mesmo ar carregado de desejo. Ele largou a mochila no chão, devagar, sem desviar os olhos dos meus. Quando tirou a camiseta, o ar pareceu ficar mais quente. O abdômen trincado, os músculos marcados, o escorpião da tatuagem parecendo ganhar vida conforme ele se movia.Aproximou-se sem pedir licença e me puxou forte contra si. Nossos corpos se chocaram, colados, e o calor aumentou. O cheiro dele — forte, másculo — me deixou tonto. Nossas bocas se encontraram em beijos urgentes, molhados, enquanto minhas mãos exploravam cada pedaço da sua pele quente.As roupas caíam pelo chão, uma após a outra, como se fossem inúteis. A cada segundo, o escorpião tatuado parecia me hipnotizar, apontando para o que eu tanto queria. Ele me encostou contra a parede, prendendo meus pulsos por um instante, me dominando com firmeza, como se soubesse exatamente do que eu precisava.O quarto se encheu de sons abafados: respirações ofegantes, gemidos escapando, o atrito dos corpos suados em movimento. O calor era insuportável e delicioso ao mesmo tempo. Cada investida, cada toque, cada pressão fazia a tatuagem na virilha se mover, como se o escorpião estivesse vivo, dançando em um ritmo selvagem.Foram longos minutos, intensos, de entrega completa. Trinta minutos em que o mundo deixou de existir, e só havia prazer, gemidos, suor e o escorpião me provocando a cada olhar.No fim, exaustos, nos deixamos cair sobre a cama, ainda colados, respirações descompassadas, corpos brilhando de suor. Ele se levantou devagar, vestindo a camiseta novamente, o sorriso malicioso estampado no rosto.Antes de sair, lançou a frase que ficou martelando na minha mente:— Aposto que esse escorpião vai querer te visitar mais vezes.
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